domingo, 21 de dezembro de 2014

Os anos, fim de questionamentos, ouro de tolo.

Passamos boa parte das nossas vidas em busca da felicidade. Não sei quem foi que colocou esse pensamento em nossas cabeças, mas esse pensamentos parece fixo no imaginário popular. A TV nos mostra o tempo todo essa busca. Será que sempre foi assim?
O ator Keanu Reeves, v.g., não sei se a informação procede, acredita que não é preciso ser feliz para viver. Isso não o impediu de atingir diversos objetivos em sua vida.
De uns tempos para cá parei de buscar essa felicidade. Tem funcionado, buscar a felicidade causa transtornos, deixa a mente confusa, perturbada. A única coisa que faço é dar guinadas na minha vida sempre que me sinto preso e infeliz. Mas nunca com o objetivo de buscar a felicidade, apenas me livrar dos problemas que são possíveis. Os impossíveis, eu deixo para o tempo.

Pois bem, os anos passaram, vivi os últimos 10 anos em intensidades de ideais diversos. Até que cheguei a nenhum ideal. Apenas vivo, virei mais um desses zumbis que sempre observei e tinha a ideia de um dia salvá-los de suas vidas mecânicas.

Os anos, livro que acabei de ler da Virginia Woolf. O livro dá saltos, as coisas acontecem, e parece que é assim mesmo. Vamos saltando até a nossa velhice, e aí paramos de nos preocupar, apenas vivemos e precisamos de uma nova vida, pois não dá tempo de fazer tudo.

Então eu tenho questionado menos, não completamente, não podemos nos livrar do que somos e eu sou questionador. Mas meu questionamento tem ficado mais pra mim. As pessoas não são obrigadas a me ouvir questionando tudo.

O que me lembra a percepção que tive outro dia. Como ainda estamos atrasados! Nossos moralismos implicam com certas coisas que não fazem sentido algum. Tive que conviver com pessoas menos instruídas para perceber que elas são a regra no nosso mundo e que nosso mundo está atrasado. Falta muito que se tirar da cabeça das pessoas.

Essa semana mesmo eu vi uma mulher, aparentemente louca, na Central do Brasil, sem camisa, com os seios à mostra e provocando as pessoas na rua. Todos a ignoravam! Que contraste! Um ser humano ignorado quando precisa de atenção e uma situação que geralmente inflama os moralistas passando despercebida. A ignorância fez não perceberem que ela estava com seios expostos. Ou será que não incomodou porque não tinha viés político? Só quando mulheres botam os seios de fora com a intenção de se apoderar de seus corpos que incomodam? Não sei, uma mulher sem camisa me levou a mil reflexões e eu simplesmente não tinha com quem compartilhar.

É tanta informação, tanta coisa que passa na minha cabeça que mal tenho conseguido escrever, quantos anos que não escrevo? Tirando relatos como o de hoje, mas poesia não se faz mais na minha mente. Apenas desabafos, escrita corrida, direta... Não consigo fixar um pensamento e elaborar, minha cabeça dói constantemente e cada vez menos sei quem sou ou o que posso ser.

Essa praticidade me incomoda.

Viver como na música ouro de tolo do Raul me incomoda (acho que até já reclamei disso aqui).

Vendi meu carro, foi a melhor coisa que fiz. Minha vontade às vezes era largar tudo...

Tudo mesmo, pegar qualquer emprego. Se outros vivem de salário mínimo e fazem festa, riem, bebem, brincam, porque eu tenho que ficar preso nesse emprego?

Tenho minha cota de realização, meu trabalho é voltado sempre ao jurisdicionado. Não me sinto trabalhando pra juiz, pra justiça, mas para o jurisdicionado - só tenho limites, justamente aqueles, que estão lá trabalhando para si mesmos.

Não vou nem começar a falar de casamento, aí que vai virar desabafo. Que prisão humana que inventamos... não faz sentido.


Sinto falta de ser livre, só isso.

"God knows I want to break free..."
Só isso que tenho a dizer sobre casamento.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Solidão? Que nada!

Li há pouco em uma dessas redes sociais que solidão é "quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma" e então me ponho a refletir se é isso que tem acontecido comigo. Houve uma época de minha vida em que estive sozinho, mas era a pessoa mais feliz do mundo. Eu não tinha dinheiro, não tinha onde morar e era apaixonado por um homossexual enrustido que procurava mulheres que o rejeitassem para não lidar com a própria sexualidade. Eu não tinha vontade de fazer sexo, não tinha vontade de comer porcarias, sentia-me uno com o Universo, com Deus e acreditava que tudo era possível através do amor.

Hoje eu me sinto infeliz, miserável, inútil, vivo em uma casa com comida, tenho meu carro, um ótimo emprego. E nesse tempo todo acabo lembrando de Raul Seixas ao interpretar "Ouro de Tolo". Mas é claro, falta ação nessa vida, sentir utilidade em tudo que faço, mas quem disse que a depressão e a pressão cotidiana deixa? Quando o dia acaba eu fico tão exausto que eu quero dormir... Mas minha consciência não permite que eu deixe tudo de lado assim, aí eu fico eternamente triste.

Hoje eu odeio, odeio homens, odeio mulheres, odeio a amizade, odeio ter que estar sempre me doando sem receber nada em troca, odeio o fato de que não existe uma ética de coletivo, que todos fazem o que melhor lhes compraz e não se importam em magoar os outros, odeio o fato de que as pessoas não conseguem persistir em um boicote, odeio ter que me misturar a pessoas que agem como doentes mentais achando que porque consomem podem tudo e que podem consumir de tudo, odeio ter que me misturar a pessoas, odeio ter que cuidar de animais porque os deixamos completamente dependente de nós e ainda assim os fazemos procriar para lucrar e depois serem abandonados. Odeio ser considerado o errado nessa história toda, errado por não comer carne, errado por boicotar serviços cruéis, errado por achar errado as pessoas não se conscientizarem de coisas tão básicas.

Errado sou eu!

Odeio isso...

E por isso eu estou solitário. Não sei mais quem sou, não consigo me alinhar em nenhum grupo, pois em todos eu sou uma aberração.

É, eu sou uma aberração, por isso ninguém quer minha companhia. Não tenho amigos verdadeiros, fui verdadeiro com todos que considerei, mas nenhum deles é verdadeiro comigo, sou uma peça descartável na vida de todos e se for necessário mentir pra fazer eu me sentir bem todos fazem (e eu canso de pedir que falem a verdade). Se não tenho amigos, posso pular a parte do tempo que não consigo me relacionar sexualmente, não é?

É, a aberração sou eu mesmo, eu sou o diferente, desajustado...

E, mesmo assim, acho que ainda prefiro ser desse jeito a ter que me ajustar aos outros.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Falar é fácil...

Ainda tentando me tranquilizar. Voltei a ter crise de bronquite que já concluí há um bom tempo que tem fator emocional.

Mente perturbada, por quê?

Há coisas que perturbam minha mente e ignoro, lidar com essas coisas é bagunçar o que acredito estar predestinado. Parece maluquice, mas sinto que tenho que passar por essa prisão mental para adquirir uma certa maturidade no futuro.

Vale a pena me preparar pro futuro?

Curtir o presente vale a pena? Muitas vezes esse "curtir" envolve muitas incógnitas, muito sofrimento alheio. Ser plenamente livre parece cada vez mais impossível diante de tantas amarras sociais, familiares, espirituais...


Ando refletindo sobre tanta coisa, tanta coisa que nos disseram "é assim" e repentinamente você percebe que não, não é assim. Ou será que é?

Dizem haver muita coisa entre o céu e a terra, mas existe muito mais coisa entre a terra e a terra, e como podemos conciliar isso tudo?

Momento é de seguir as ondas do mar e esperar onde essa maresia me leva.

Pax et lux!
Vitor Adrien

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Às vezes a gente precisa de um pouquinho de paciência.

Andei meio nervoso ultimamente, vontade de tacar meia dúzia de pessoas pela janela. Esses dias eu decidi não me afetar por tudo isso, estou de bom humor porque quero e tratando as pessoas bem mesmo quando elas me tratam mal.
Objetivo não é ser santo, apenas minha própria paz de espírito e saúde.
Aprendendo aos poucos a engolir meu orgulho, deixar as coisas caminharem e fazer minha parte por mim mesmo.

Postagem curta e sucinta, como estou me sentindo hoje.

Pax et Lux!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Eu posso, Eu quero, Eu consigo

Este ano de 2011 pode ser considerado por mim um ano repleto de imediatismos. Comecei o ano com um emprego novo e tudo girou em cima disso o tempo todo. Meus gastos, meus problemas, minhas lesões, minhas faltas. Acabei me tornando uma pessoa extremamente prática e isso foi bom em muitos aspectos, principalmente pelo fato de ao aparecer problemas, no dado momento, eu simplesmente resolvo (e me irrito com quem fica sentado e nada faz).
Agora vem chegando final de ano, minha regência anual passa a ser majoritariamente de saturno e eu começo a refletir pelo ano seguinte. Está valendo a pena gastar tanto por conforto? Está valendo a pena me estressar por um trabalho que não me valoriza?
Não, não penso em sair do trabalho, apenas em tomar novas posturas. Fazer o que eu quero e apenas me doar naquelas horas contratadas (nada de hora-extra não paga - como tem sido ao longo desse ano).
Então surgem as idealizações do ano novo: vender meu carro e trocar por um mais econômico, mudar meu trabalho pra mais perto de casa, optar por viagens que me relaxem e me façam meditar...
Acho que por enquanto é só isso mesmo, decisões imediatistas pra quem sabe ter um ano que eu possa planejar melhor os outros, sentir que estou mais livre de iniciativas, mais livre de tempo (só de cortar o engarrafamento diário já é uma ajuda imensa).
Não posso reclamar desse meu ano, consegui muitas coisas, mas em grande parte só em crescimento material. Tá, existe aquele lado de crescimento espiritual em se tornar uma pessoa que faz e age e não só aquela pessoa que ver acontecer, mas tudo isso veio com um custo.
Cresce em mim uma insatisfação com relação ao desrespeito aos meus ideais dentro do meu convívio religioso, pensei sempre eu que o espiritual cumpria acordos e ainda penso assim, o problema é a interferência humana. Nessas horas eu tenho vontade de largar tudo nesse lado e me dói o peito pensar essas coisas, angustia, principalmente por ter toda minha família envolvida nesse contexto (e as coisas em casa melhoraram... não quero prejudicar isso). Pior que sempre que eu tô esquecendo do ocorrido alguém me vem com a pergunta ou o comentário e eu lembro que o acordo não foi cumprido, o acordo perante todos os guias da casa e meus guias, isso me magoa muito e acho que é a fonte atual de eu estar decaindo em outras áreas, pois está atraindo pensamentos negativos.
Pensando bem, todos meus outros problemas estão derivando disso. São coisas aparentemente desconexas, mas ao mesmo tempo são atraídas por essa minha postura.
Mas é isso, ano novo, posturas novas!

Pax et Lux!